Analisando o texto de João Ulbaldo Ribeiro, o ato da leitura foi desde o início uma coisa prazerosa que começou a partir da sua família que tinha o hábito de ler muito.Nessa frase ele retrata isso.
"Nada, porém era como os livros.Toda a família sempre foi obsecada por livros e às vezes ainda arma brigas ferozes por causa de livros, entre acusações mútuas de furto ou apropriação indébita.Meu avô furtava livros do meu pai, meu pai furtava livros de meu avô, eu furtava livros de meu pai e minha irmã até hoje furta livros de todos nós."
Como podemos observar, pra ele era uma diversão, uma brincadeira como outra qualquer.Ele lia por prazer, pois se interessava.O autor finaliza:
"Acho que sim, também joguei bola, tomei banho nu no rio, subi em árvores e acreditei em Papai Noel.Os livros eram uma brincadeira como outra qualquer, embora certamente a melhor de todos."
O estímulo que a família proporcionou indiretamente para o autor fez surgir uma paixão que são os livros, através deles podemos interpretar histórias de diferentes maneiras, e o mais instigante é quando conseguimos mergulhar interamente na leitura e esquecer todo o resto.É imaginar além daquilo que está escrito, é parar e pensar, é fazer conecções com outros textos, memórias, lembranças.Esse é o verdadeiro ato de ler.
No caso de João Ubaldo, o incentivo veio da família, mas pode-se ter outros incentivos: da escola, de amigos, de si próprio com o hábito da leitura.
Em contrapartida o texto de Graciliano Ramos, denuncia a dificuldade e o sofrimento para aprendizagem de ler e escrever, da obrigação, mas mesmo assim o autor vira um escritor.No início do texto Graciliano diz:
"Tive a idéia infeliz de abrir um desses folhetos, percorri as páginas amarelas, de papel ordinário."
Para ele essa experiência, essa curiosidade resultou num fim negativo.Não tomou gosto pela leitura pois foi obrigado a isso.No final diz:
"Dentro de algumas horas, de alguns minutos, a cena terrível se reproduziria: berros, cólera imensa a envolver me, aniquilar me, destruir os últimos vestígios de consciência, e o pedaço de madeira a martelar a carne machucada."
Além de ser uma obrigação, o pai batia nele.Isso poderia ter traumatizado Graciliano, mas hoje é um exelente escritor.
Podemos perceber que o estilo do autor refleti na sua história de vida, por exemplo Graciliano Ramos, tem uma escrita muito árida pesada,que se refleti na obrigação de aprender a ler.Um livro que mostra bem isso é o Vidas Secas, é uma leitura muito árida, seca, difícil e tem muita descrição de imagem, o que nos faz a usar mais a imaginação.
Atualmente, ler como alguém disse na classe, é visto como se tivesse sobrando tempo.É claro que não é isso,é muito mais profundo do que simplismente isso.E outra coisa que atrapalha, dispersa o ato da leitura, é o fato das crianças assistirem muita televisão, jogar videogame, ficar no computador.A leitura hoje tem um espaço muito pequeno na sociedade.Na opinião isso deveria mudar, mostrando o mundo da leitura para as crianças como algo divertido, estimulando-as.
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Filosofia da composição
"... decidi primeiro formular a pergunta final, a pergunta definitiva, para a qual o nevermore seria a última resposta, a mais desesperada, plena de dor e sofrimento."
página 4, texto: "A Filosofia da Composição"
"Meu livro vai crescendo por uma espécie de necessidade interna.Quando chego à última palavra, o livro está feito."
página 133, livro: "Como escrevo?"
O primeiro trecho é do Edgar Allan Poe fazendo referência a como escreveu o poema "O Corvo".O segundo é do José Saramago dizendo seu ritual de escrita.
Comparando os dois trechos, observamos os opostos.Aquele que começa do final e a partir dai formula o começo, e aquele que começa a partir do início e acaba no final, segue a lógica.
Na minha opinião, é mais fácil ter em mente o final de um poema, pois é mais curto do que um livro, tem-se então uma idéia geral da estrutura do poema a partir do final.
Já para a criação de um livro, é mais difícil, pois não se sabe ao certo o tamanho dele, logo, a medida que o autor escreve, vai tomando um rumo, até uma hora que decidi acabá-lo.
Ambos necessitam de uma total dedicação, no caso de Allan Poe, ele procurou conhecer o significado da palavra, o sentido dela, pesquisou a sensaçãoque pode causar, se é um sentimento de sofrimento ou alegria.Ao contrário de Saramago que se dedica escrevendo duas páginas por dia, e criando a partir do dia anterior sem pensar na conclusão ou final do livro.
página 4, texto: "A Filosofia da Composição"
"Meu livro vai crescendo por uma espécie de necessidade interna.Quando chego à última palavra, o livro está feito."
página 133, livro: "Como escrevo?"
O primeiro trecho é do Edgar Allan Poe fazendo referência a como escreveu o poema "O Corvo".O segundo é do José Saramago dizendo seu ritual de escrita.
Comparando os dois trechos, observamos os opostos.Aquele que começa do final e a partir dai formula o começo, e aquele que começa a partir do início e acaba no final, segue a lógica.
Na minha opinião, é mais fácil ter em mente o final de um poema, pois é mais curto do que um livro, tem-se então uma idéia geral da estrutura do poema a partir do final.
Já para a criação de um livro, é mais difícil, pois não se sabe ao certo o tamanho dele, logo, a medida que o autor escreve, vai tomando um rumo, até uma hora que decidi acabá-lo.
Ambos necessitam de uma total dedicação, no caso de Allan Poe, ele procurou conhecer o significado da palavra, o sentido dela, pesquisou a sensaçãoque pode causar, se é um sentimento de sofrimento ou alegria.Ao contrário de Saramago que se dedica escrevendo duas páginas por dia, e criando a partir do dia anterior sem pensar na conclusão ou final do livro.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Como escrevo?
Para escolher o escritor dei uma folheada no livro e fiquei entre três escritoras,mas depois lembrei que havia lido o livro do José Saramago, "Ensaio sobre a cegueira", e tinha gostado muito.Então resolvi checar se havia esse escritor, e achei. Li a primeira frase:
" Tenho uma disciplina que consiste em escrever duas páginas diárias."
página 133, livro: "Como escrevo?"
E comecei a me interessar no modo como o escritor organizava seu modo de escrever.É bem diferente da forma que eu estou acostumada a ouvir e a fazer,embora eu nunca tenha escrito um livro, mas digo no ato da escrita.Se começo uma redação por exemplo, acabo ela no mesmo dia e preciso estar concentrada em um lugar silencioso.
Outra coisa curiosa no depoimento de Saramago é o último trecho:
" Não reescrevo, não volto atrás para introduzir um capítulo mais, nem para tirar um que porventura não faça falta. Meu livro vai crescendo por uma espécie de necessidade interna.Quando chego à última palavra, o livro está feito."
página 133, livro: "Como escrevo?"
No meu ponto de vista é difícil não mudar algo em seu texto ou retirar algo. Sempre leio e vejo se tem alguma palavra que preciso mudar pra que fique melhor.A última frase parece uma coisa tão fácil e espontânea. Acabou e pronto.
Todos nós temos um ritual de leitura e escrita, e gostei bastante de descobrir esse ritual do escritor José Saramago.
" Tenho uma disciplina que consiste em escrever duas páginas diárias."
página 133, livro: "Como escrevo?"
E comecei a me interessar no modo como o escritor organizava seu modo de escrever.É bem diferente da forma que eu estou acostumada a ouvir e a fazer,embora eu nunca tenha escrito um livro, mas digo no ato da escrita.Se começo uma redação por exemplo, acabo ela no mesmo dia e preciso estar concentrada em um lugar silencioso.
Outra coisa curiosa no depoimento de Saramago é o último trecho:
" Não reescrevo, não volto atrás para introduzir um capítulo mais, nem para tirar um que porventura não faça falta. Meu livro vai crescendo por uma espécie de necessidade interna.Quando chego à última palavra, o livro está feito."
página 133, livro: "Como escrevo?"
No meu ponto de vista é difícil não mudar algo em seu texto ou retirar algo. Sempre leio e vejo se tem alguma palavra que preciso mudar pra que fique melhor.A última frase parece uma coisa tão fácil e espontânea. Acabou e pronto.
Todos nós temos um ritual de leitura e escrita, e gostei bastante de descobrir esse ritual do escritor José Saramago.
quinta-feira, 11 de março de 2010
O corvo
Não me simpatizei com o título nem de saber que era um poema.Li uma vez a primeira estrofe com a voz ao fundo da professora.Após a Samanta chegou e eu parei de novo.Li de novo a mesma estrofe.Li a segunda e a terceira estrofe com o ruído das pessoas.A palavra mais impactante das três estrofes foi umbrais.
As palavras do poema se misturam com as palavras da sala,por isso fica difícil de compreender o texto.Me desconcentra o barulho da sala,não estou com vontade de lê-lo.
Segunda página.Chegou a Camila.Me desconcentrei de novo.Estou na segunda estrofe.De novo a palavra umbrais.Barulho da cadeira.Barulho do teclado."Nunca mais".
Terceira página.Voz da professora,som do ar condicionado.Profeta.Me distrai e comecei a falar com a Ludmila no final da terceira página.Retomei ao texto.Página quatro.Nunca mais.
As palavras do poema se misturam com as palavras da sala,por isso fica difícil de compreender o texto.Me desconcentra o barulho da sala,não estou com vontade de lê-lo.
Segunda página.Chegou a Camila.Me desconcentrei de novo.Estou na segunda estrofe.De novo a palavra umbrais.Barulho da cadeira.Barulho do teclado."Nunca mais".
Terceira página.Voz da professora,som do ar condicionado.Profeta.Me distrai e comecei a falar com a Ludmila no final da terceira página.Retomei ao texto.Página quatro.Nunca mais.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Vocação literária
"Não acredito que os humanos nasçam com um destino programado desde o útero, por obra do acaso ou de uma divindade caprichosa que distribui entre esses novos seres aptidões, inaptidões, apetites ou inapetências. Mas também não acredito mais no que, em algum momento da minha juventude, sob a influência do voluntarismo dos existencialistas franceses - sobretudo Satre -, cheguei a acreditar: que a vocação também é uma escolha, uma livre expressão da vontade individual que decide o futuro de alguém.Apesar de acreditar que a vocação literária não seja determinada pelo destino nem venha carimbada nos genes dos futuros escritores, e a despeito da minha convicção de que a disciplina e a perseverança possam em alguns casos produzir gênios, acabei me convencendo de que a vocação literária não se explica apenas como uma livre escolha.Esta, para mim, é indispensável, mas unicamente numa segunda fase, posterior a uma disposição subjetiva inicial, inata ou surgida na infância ou na primeira juventude, que a escolha virá a fortalecer, mas não a fabricar dos pés à cabeça."
Mario Vargas Llosa
Esse trecho do livro:" Cartas a um jovem escritor" é incentivador do meu ponto de vista, pois como Mario Llosa apontou, não nascemos pré-destinados a sermos escritor, podemos na infânica ou na juventude descobrir esse talento, ou mesmo que não tenhamos a vocação, com disciplina e perseverança, podemos alcaçar nossos objetivos.
Com isso, essa matéria, nós ajuda a aprimorar o ato de escrever, pois é somente atráves do ato de escrever toda semana, como a Márcia falou, é que podemos escrever cada vez melhor.E até mesmo descobrir o talento para ser escritor.
Mario Vargas Llosa
Esse trecho do livro:" Cartas a um jovem escritor" é incentivador do meu ponto de vista, pois como Mario Llosa apontou, não nascemos pré-destinados a sermos escritor, podemos na infânica ou na juventude descobrir esse talento, ou mesmo que não tenhamos a vocação, com disciplina e perseverança, podemos alcaçar nossos objetivos.
Com isso, essa matéria, nós ajuda a aprimorar o ato de escrever, pois é somente atráves do ato de escrever toda semana, como a Márcia falou, é que podemos escrever cada vez melhor.E até mesmo descobrir o talento para ser escritor.
O ato de escrever
Os pais médicos, os pais ecritores, os pais jornalistas, os pais engenheiros.........independentemente da profissão devem incentivar e elogiar seus filhos quando produzem uma redação ou fazem um trabalho escrito.Isso faz com que o filho se orgulhoso dele mesmo e tente melhorar cada vez mais nos próximos textos.É claro que os pais podem criticar um pouco, corrigir o texto gramaticalmente, mas não desestimulá-lo pelo seu trabalho.
Cada um escreve da sua maneira, se esforça da sua maneira, tem visões diferentes, e isso no meu ponto de vista é ótimo, pois com isso temos diversas possibilidades de nos expressar.A sociedade é heterogênia nesse ponto e em diversos outros.
Também existe aqueles que tem o dom para escrever, como os escritores, que gostam de escrever sobre algo, que se expressam bem, que levam o ato de escrever como uma profissão para contarem algo que querem passar para seus os leitores.
Cada um escreve da sua maneira, se esforça da sua maneira, tem visões diferentes, e isso no meu ponto de vista é ótimo, pois com isso temos diversas possibilidades de nos expressar.A sociedade é heterogênia nesse ponto e em diversos outros.
Também existe aqueles que tem o dom para escrever, como os escritores, que gostam de escrever sobre algo, que se expressam bem, que levam o ato de escrever como uma profissão para contarem algo que querem passar para seus os leitores.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Cartas a um jovem escritor
Estou parada no trânsito faz dez minutos com a minha irmã..Tínhamos como objetivo chegar na academia em 15 minutos,mas o trajeto durou uma hora.Minha irmã estava brava porque não queria ficar parada no trânsito e eu estava rindo da situação porque ela falava de um jeito engraçado.
Quando percebi que o trânsito não ia andar mesmo, lembrei que tinha o livro "Cartas a um jovem escritor",então o peguei e comecei a ler com a Carol falando que estava um tédio.
Li umas três páginas grifando algumas frases,mas percebi que não tinha entendido nada,pois não consegui me concentrar com a minha irmã falando.
Depois em casa e com silêncio, reli aquelas páginas novamente e finalmente entendi o que estava escrito.O que parecia um bicho de sete cabeças virou uma coisa compreensível.
Percebi que não consigo ler em lugar barulhento ou com alguém falando do meu lado.Preciso de silêncio absoluto para me concentrar e entender o que está sendo dito.
Quando percebi que o trânsito não ia andar mesmo, lembrei que tinha o livro "Cartas a um jovem escritor",então o peguei e comecei a ler com a Carol falando que estava um tédio.
Li umas três páginas grifando algumas frases,mas percebi que não tinha entendido nada,pois não consegui me concentrar com a minha irmã falando.
Depois em casa e com silêncio, reli aquelas páginas novamente e finalmente entendi o que estava escrito.O que parecia um bicho de sete cabeças virou uma coisa compreensível.
Percebi que não consigo ler em lugar barulhento ou com alguém falando do meu lado.Preciso de silêncio absoluto para me concentrar e entender o que está sendo dito.