quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os livros na Idade Média

O texto : "Os livros na Idade Média", de Jacques Verger, relata sobre o difícil acesso ao livro, e como aos poucos foi se tendo uma abertura para as pessoas poderem acessá-los. O material usado para fazer o livro era o pergaminho (caro, pesado ,mas resistente, o livro não estragava), e mais tarde o papel (mais barato, mas estragava mais facilmente). Também existia o bom copista, que era raro e caro, e o copista "amador", que não precisava ter muita experiência e era mais barato. No início, quem possuía uma biblioteca era somente pessoas de muita importância, por exemplo o rei. Existiam três tipos de biblioteca: as principescas, as das catedrais, mosteiros e conventos e as de colégio.Com o passar do tempo, se tornou permitido ter uma biblioteca em casa, mesmo pequena.
A invenção da tipografia acarretou numa rapidez e quantidade muito maior dos livros e também em relação a informação. Mas sua difusão foi lenta e os manuscritos continuaram a ser utilizados e a circularem.Toda a história do acesso ao livro e principalmente a imprensa permitiu um progresso cultural, abrindo portas para o público da cultura escrita.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

autor e narrador

"Um narrador é um ser feito de palavras e não de carne e osso, como costumam ser os autores; o primeiro vive apenas em função da história que conta e enquanto a conta ( os limites da ficção são os da sua existência), enquanto o autor tem uma vida mais rica e diversificada, que antecede a composição deste romance e lhe sobrevive, e que mesmo durante essa gestação não vive exclusivamente pra isso."
                                          Cartas a um jovem escritor ( páginas 58 e 59)

Analisando esse trecho do livro, compreendemos melhor a diferença entre o narrador e o autor, mas não podemos deixar de levar em consideração que o autor e seu romance tem uma aproximação, no sentido de que o autor não "pendura no cabide sua vida" e escreve um livro.Nesse sentido, completo com a frase do texto "Mergulho num lago gelado" de Susan Sontag:
"...empresto pedaços de mim mesma a todos os meus personagens."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cartas a um jovem escritor

"Leia muitíssimo, porque é impossível ter uma linguagem rica e desenvolta sem ler um bocado de boa literatura, e tente, com todas as forças, pois não é tão fácil assim, evitar imitar os estilos dos escritores que admira e que lhe ensinaram a amar a literatura.Imite-os em tudo o mais: na devoção, na dedicação, na disciplina, nos hábitos, e adote, se julgá-las válidas, as suas convicções."
                                                                                             (página 52)

Esse trecho do livro, traz mais uma afirmação de que é necessário o ato da leitura para se ter uma linguagem rica e desenvolta.Separei esse excerto, porque na aula passada estávamos discutindo sobre isso.E achei interessante colocar o ponto de vista de Mario Vargas Llosa.