quarta-feira, 9 de junho de 2010

Para refletir (pergunta da Samanta)

 A pergunta de Samanta :
O texto “A história da leitura”, apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você.

Quando se lê em voz alta, a preocupação ou o foco está nos outros, em como ler claramente para ser compreendida. Não se dá atenção para o conteúdo, parece palavras cuspidas sem significado. Não se pode voltar para reler o parágrafo que não entendeu, não existe liberdade de parar, descansar e voltar a ler.
Em contrapartida a leitura silenciosa proporciona uma concentração, pois a partir de agora a relação deixa de ser eu com os outros e passa a ser eu e com livro.
Existe a flexibilidade de parar, descansar, reler o parágrafo que não entendeu, anotar informações que julga importante. Essa relação com o livro é mais próxima, deixando o indivíduo à vontade, podendo refletir sobre o que leu.
Em um ambiente calmo, sem barulho, minha leitura é silenciosa, pois não me desconcentro com outras coisa, só existe a relação eu com o livro, mas quando o ambiente é barulhento com pessoas falando, preciso ler em voz baixa para compreender o que estou lendo e mesmo assim não entendo tudo.
A passagem da leitura em voz alta para a leitura silenciosa foi um ganho importante principalmente na relação do indivíduo com o livro, ocorrendo uma relação mais íntima.

sábado, 22 de maio de 2010

Descrição do processo cognitivo na produção de textos (resumão)

O texto: "Descrição do processo cognitivo na produção de textos" de Flower e Hayes, trata de dois estudos sobre o processo de escrita, cada um baseado em um esquema.
O primeiro esquema, "Estrutura do modelo do processo de escrita" de Flower e Hayes, envolve três elementos  principais: o contexto de produção, a memória de longo prazo do escritor e os processos de escrita. Como um sub-grupo do contexto de produção estão: o problema retórico (é o mais importante, pois define o tema a ser elaborado pelo escritor) e o texto produzido até agora (restringe o que o escritor pode escrever dali para a frente). A memória de longo prazo do escritor se relaciona diretamente com os temas apresentados até agora e pode ser resgatada pelo escritor a hora que for preciso. Os processos de escrita são divididos em quatro tópicos:
1º - Planejamento (representação interna / código visual) contém três sub-tópicos:
* geração de idéias (memória de longo duração)
* organização da idéias (apresentação e ordenação do texto)
* regulação de objetivo (criação do escritor, sendo o estágio de pré-escrita relacionado com o processo em curso e o processo de composição)
2º - Tradução: é o processo que coloca as idéias, imagens, símbolos em linguagem visível.
3º - Revisão (pode acarretar em novos planejamentos e traduções) contém dois sub-tópicos:
* avaliação
* alteração de texto
4º - Monitoramento: determina quanto tempo o escritor deve continuar a gerar idéias antes de começar a escrever, tendo controle do discurso.
Essa sequência: planejamento, tradução e revisão podem ocorrer a qualquer hora no ato de escrita, sempre gerando novos ciclos.
O segundo esquema " A organização geral do novo modelo" de Hayes, acrescenta alguns tópicos, sendo o mais importante o componente individual no processo de escrita. Os fatores motivacionais e afetivos também fazem parte desse novo esquema, pois podem interferir no processo de escrita. A memória de trabalho passa a ocupar a posição central, porque gerencia o processo em desenvolvimento e estoca as informações em uso.
No novo modelo, o planejamento foi substituído pela "reflexão", a tradução deu lugar "a produção de texto" e a revisão foi substituída pela "interpretação de texto". Os termos utilizados mudaram, mas os conceitos são semelhantes.
A comunidade científica que utiliza a descrição de Flower e Hayes para denominar os processos cognitivos durante a escrita de textos, preferem os termos "revisão", "geração" ou "produção de texto" (em vez de "tradução") e "planejamento" (em vez de "reflexão").

Descrição do processo cognitivo na produção de textos (resuminho)

O texto: " Descrição do processo cognitivo na produção de textos" de Flower e Hayes, é baseado em dois  esquemas sobre o contexto de produção, para melhor compreender o processo da escrita. Segundo o primeiro estudo, "Estrutura do modelo do processo de escrita" de Flower e Hayes, o ato da escrita envolve três elementos principais: o contexto de produção, a memória de longo prazo do escritor e os processos de escrita. O segundo estudo, "A organização geral do novo modelo" de Hayes, acrescenta no esquema o contexto social e a memória de trabalho como aspectos importantes no processo da escrita.

Os livros na Idade Média (resuminho)

O texto: "Os livros na Idade Média" de Jacques Verger, relata sobre o difícil acesso aos livros na Idade Média e como aos poucos foi se tendo uma pequena abertura para as pessoas com menos poder aquisitivo poderem acessá-los.
 O material usado para confeccionar o livro, os copistas, as bibliotecas existentes, eram alguns dos assuntos tratados neste texto. Por fim, com a invenção da tipografia, o acesso ao livro foi se tornando cada fez mais acessível para as pessoas, permitindo um progresso cultural.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os livros na Idade Média

O texto : "Os livros na Idade Média", de Jacques Verger, relata sobre o difícil acesso ao livro, e como aos poucos foi se tendo uma abertura para as pessoas poderem acessá-los. O material usado para fazer o livro era o pergaminho (caro, pesado ,mas resistente, o livro não estragava), e mais tarde o papel (mais barato, mas estragava mais facilmente). Também existia o bom copista, que era raro e caro, e o copista "amador", que não precisava ter muita experiência e era mais barato. No início, quem possuía uma biblioteca era somente pessoas de muita importância, por exemplo o rei. Existiam três tipos de biblioteca: as principescas, as das catedrais, mosteiros e conventos e as de colégio.Com o passar do tempo, se tornou permitido ter uma biblioteca em casa, mesmo pequena.
A invenção da tipografia acarretou numa rapidez e quantidade muito maior dos livros e também em relação a informação. Mas sua difusão foi lenta e os manuscritos continuaram a ser utilizados e a circularem.Toda a história do acesso ao livro e principalmente a imprensa permitiu um progresso cultural, abrindo portas para o público da cultura escrita.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

autor e narrador

"Um narrador é um ser feito de palavras e não de carne e osso, como costumam ser os autores; o primeiro vive apenas em função da história que conta e enquanto a conta ( os limites da ficção são os da sua existência), enquanto o autor tem uma vida mais rica e diversificada, que antecede a composição deste romance e lhe sobrevive, e que mesmo durante essa gestação não vive exclusivamente pra isso."
                                          Cartas a um jovem escritor ( páginas 58 e 59)

Analisando esse trecho do livro, compreendemos melhor a diferença entre o narrador e o autor, mas não podemos deixar de levar em consideração que o autor e seu romance tem uma aproximação, no sentido de que o autor não "pendura no cabide sua vida" e escreve um livro.Nesse sentido, completo com a frase do texto "Mergulho num lago gelado" de Susan Sontag:
"...empresto pedaços de mim mesma a todos os meus personagens."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cartas a um jovem escritor

"Leia muitíssimo, porque é impossível ter uma linguagem rica e desenvolta sem ler um bocado de boa literatura, e tente, com todas as forças, pois não é tão fácil assim, evitar imitar os estilos dos escritores que admira e que lhe ensinaram a amar a literatura.Imite-os em tudo o mais: na devoção, na dedicação, na disciplina, nos hábitos, e adote, se julgá-las válidas, as suas convicções."
                                                                                             (página 52)

Esse trecho do livro, traz mais uma afirmação de que é necessário o ato da leitura para se ter uma linguagem rica e desenvolta.Separei esse excerto, porque na aula passada estávamos discutindo sobre isso.E achei interessante colocar o ponto de vista de Mario Vargas Llosa.