sábado, 22 de maio de 2010

Descrição do processo cognitivo na produção de textos (resumão)

O texto: "Descrição do processo cognitivo na produção de textos" de Flower e Hayes, trata de dois estudos sobre o processo de escrita, cada um baseado em um esquema.
O primeiro esquema, "Estrutura do modelo do processo de escrita" de Flower e Hayes, envolve três elementos  principais: o contexto de produção, a memória de longo prazo do escritor e os processos de escrita. Como um sub-grupo do contexto de produção estão: o problema retórico (é o mais importante, pois define o tema a ser elaborado pelo escritor) e o texto produzido até agora (restringe o que o escritor pode escrever dali para a frente). A memória de longo prazo do escritor se relaciona diretamente com os temas apresentados até agora e pode ser resgatada pelo escritor a hora que for preciso. Os processos de escrita são divididos em quatro tópicos:
1º - Planejamento (representação interna / código visual) contém três sub-tópicos:
* geração de idéias (memória de longo duração)
* organização da idéias (apresentação e ordenação do texto)
* regulação de objetivo (criação do escritor, sendo o estágio de pré-escrita relacionado com o processo em curso e o processo de composição)
2º - Tradução: é o processo que coloca as idéias, imagens, símbolos em linguagem visível.
3º - Revisão (pode acarretar em novos planejamentos e traduções) contém dois sub-tópicos:
* avaliação
* alteração de texto
4º - Monitoramento: determina quanto tempo o escritor deve continuar a gerar idéias antes de começar a escrever, tendo controle do discurso.
Essa sequência: planejamento, tradução e revisão podem ocorrer a qualquer hora no ato de escrita, sempre gerando novos ciclos.
O segundo esquema " A organização geral do novo modelo" de Hayes, acrescenta alguns tópicos, sendo o mais importante o componente individual no processo de escrita. Os fatores motivacionais e afetivos também fazem parte desse novo esquema, pois podem interferir no processo de escrita. A memória de trabalho passa a ocupar a posição central, porque gerencia o processo em desenvolvimento e estoca as informações em uso.
No novo modelo, o planejamento foi substituído pela "reflexão", a tradução deu lugar "a produção de texto" e a revisão foi substituída pela "interpretação de texto". Os termos utilizados mudaram, mas os conceitos são semelhantes.
A comunidade científica que utiliza a descrição de Flower e Hayes para denominar os processos cognitivos durante a escrita de textos, preferem os termos "revisão", "geração" ou "produção de texto" (em vez de "tradução") e "planejamento" (em vez de "reflexão").

Descrição do processo cognitivo na produção de textos (resuminho)

O texto: " Descrição do processo cognitivo na produção de textos" de Flower e Hayes, é baseado em dois  esquemas sobre o contexto de produção, para melhor compreender o processo da escrita. Segundo o primeiro estudo, "Estrutura do modelo do processo de escrita" de Flower e Hayes, o ato da escrita envolve três elementos principais: o contexto de produção, a memória de longo prazo do escritor e os processos de escrita. O segundo estudo, "A organização geral do novo modelo" de Hayes, acrescenta no esquema o contexto social e a memória de trabalho como aspectos importantes no processo da escrita.

Os livros na Idade Média (resuminho)

O texto: "Os livros na Idade Média" de Jacques Verger, relata sobre o difícil acesso aos livros na Idade Média e como aos poucos foi se tendo uma pequena abertura para as pessoas com menos poder aquisitivo poderem acessá-los.
 O material usado para confeccionar o livro, os copistas, as bibliotecas existentes, eram alguns dos assuntos tratados neste texto. Por fim, com a invenção da tipografia, o acesso ao livro foi se tornando cada fez mais acessível para as pessoas, permitindo um progresso cultural.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os livros na Idade Média

O texto : "Os livros na Idade Média", de Jacques Verger, relata sobre o difícil acesso ao livro, e como aos poucos foi se tendo uma abertura para as pessoas poderem acessá-los. O material usado para fazer o livro era o pergaminho (caro, pesado ,mas resistente, o livro não estragava), e mais tarde o papel (mais barato, mas estragava mais facilmente). Também existia o bom copista, que era raro e caro, e o copista "amador", que não precisava ter muita experiência e era mais barato. No início, quem possuía uma biblioteca era somente pessoas de muita importância, por exemplo o rei. Existiam três tipos de biblioteca: as principescas, as das catedrais, mosteiros e conventos e as de colégio.Com o passar do tempo, se tornou permitido ter uma biblioteca em casa, mesmo pequena.
A invenção da tipografia acarretou numa rapidez e quantidade muito maior dos livros e também em relação a informação. Mas sua difusão foi lenta e os manuscritos continuaram a ser utilizados e a circularem.Toda a história do acesso ao livro e principalmente a imprensa permitiu um progresso cultural, abrindo portas para o público da cultura escrita.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

autor e narrador

"Um narrador é um ser feito de palavras e não de carne e osso, como costumam ser os autores; o primeiro vive apenas em função da história que conta e enquanto a conta ( os limites da ficção são os da sua existência), enquanto o autor tem uma vida mais rica e diversificada, que antecede a composição deste romance e lhe sobrevive, e que mesmo durante essa gestação não vive exclusivamente pra isso."
                                          Cartas a um jovem escritor ( páginas 58 e 59)

Analisando esse trecho do livro, compreendemos melhor a diferença entre o narrador e o autor, mas não podemos deixar de levar em consideração que o autor e seu romance tem uma aproximação, no sentido de que o autor não "pendura no cabide sua vida" e escreve um livro.Nesse sentido, completo com a frase do texto "Mergulho num lago gelado" de Susan Sontag:
"...empresto pedaços de mim mesma a todos os meus personagens."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cartas a um jovem escritor

"Leia muitíssimo, porque é impossível ter uma linguagem rica e desenvolta sem ler um bocado de boa literatura, e tente, com todas as forças, pois não é tão fácil assim, evitar imitar os estilos dos escritores que admira e que lhe ensinaram a amar a literatura.Imite-os em tudo o mais: na devoção, na dedicação, na disciplina, nos hábitos, e adote, se julgá-las válidas, as suas convicções."
                                                                                             (página 52)

Esse trecho do livro, traz mais uma afirmação de que é necessário o ato da leitura para se ter uma linguagem rica e desenvolta.Separei esse excerto, porque na aula passada estávamos discutindo sobre isso.E achei interessante colocar o ponto de vista de Mario Vargas Llosa.

quarta-feira, 31 de março de 2010

prazer versus obrigação

Analisando o texto de João Ulbaldo Ribeiro, o ato da leitura foi desde o início uma coisa prazerosa que começou a partir da sua família que tinha o hábito de ler muito.Nessa frase ele retrata isso.
"Nada, porém era como os livros.Toda a família sempre foi obsecada por livros e às vezes ainda arma brigas ferozes por causa de livros, entre acusações mútuas de furto ou apropriação indébita.Meu avô furtava livros do meu pai, meu pai furtava livros de meu avô, eu furtava livros de meu pai e minha irmã até hoje furta livros de todos nós."
Como podemos observar, pra ele era uma diversão, uma brincadeira como outra qualquer.Ele lia por prazer, pois se interessava.O autor finaliza:
"Acho que sim, também joguei bola, tomei banho nu no rio, subi em árvores e acreditei em Papai Noel.Os livros eram uma brincadeira como outra qualquer, embora certamente a melhor de todos."
O estímulo que a família proporcionou indiretamente para o autor fez surgir uma paixão que são os livros, através deles podemos interpretar histórias de diferentes maneiras, e o mais instigante é quando conseguimos mergulhar interamente na leitura e esquecer todo o resto.É imaginar além daquilo que está escrito, é parar e pensar, é fazer conecções com outros textos, memórias, lembranças.Esse é o verdadeiro ato de ler.
No caso de João Ubaldo, o incentivo veio da família, mas pode-se ter outros incentivos: da escola, de amigos, de si próprio com o hábito da leitura.
Em contrapartida o texto de Graciliano Ramos, denuncia a dificuldade e o sofrimento para aprendizagem de ler e escrever, da obrigação, mas mesmo assim o autor vira um escritor.No início do texto Graciliano diz:
"Tive a idéia infeliz de abrir um desses folhetos, percorri as páginas amarelas, de papel ordinário."
Para ele essa experiência, essa curiosidade resultou num fim negativo.Não tomou gosto pela leitura pois foi obrigado a isso.No final diz:
"Dentro de algumas horas, de alguns minutos, a cena terrível se reproduziria: berros, cólera imensa a envolver me, aniquilar me, destruir os últimos vestígios de consciência, e o pedaço de madeira a martelar a carne machucada."
Além de ser uma obrigação, o pai batia nele.Isso poderia ter traumatizado Graciliano, mas hoje é um exelente escritor.
Podemos perceber que o estilo do autor refleti na sua história de vida, por exemplo Graciliano Ramos, tem uma escrita muito árida pesada,que se refleti na obrigação de aprender a ler.Um livro que mostra bem isso é o Vidas Secas, é uma leitura muito árida, seca, difícil e tem muita descrição de imagem, o que nos faz a usar mais a imaginação.
Atualmente, ler como alguém disse na classe, é visto como se tivesse sobrando tempo.É claro que não é isso,é muito mais profundo do que simplismente isso.E outra coisa que atrapalha, dispersa o ato da leitura, é o fato das crianças assistirem muita televisão, jogar videogame, ficar no computador.A leitura hoje tem um espaço muito pequeno na sociedade.Na opinião isso deveria mudar, mostrando o mundo da leitura para as crianças como algo divertido, estimulando-as.